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Raciocínio Lógico-Matemático - revisão de véspera somada - TJ CE 2026, Técnico Judiciário

Como esta aula foi feita

Esta aula não é de um curso só. Ela reúne o que os professores de todos os cursos que fizeram revisão de véspera do TJ CE ensinaram sobre Raciocínio Lógico-Matemático, somando aproximadamente 8 horas de aula lidas na íntegra.

Trataram desta matéria:

São dez blocos de aula em nove cursos.

Uma observação de honestidade antes de começar: o professor Pedro Campos deu aula em dois cursos diferentes (Esquadrão de Elite e Qconcursos) com o mesmo roteiro e as mesmas questões. Sempre que um tema aparece nos dois, isso conta como um professor falando duas vezes, não como dois professores concordando. Onde isso importa, está dito.


As apostas comuns

1. 7 de 9 cursos — Associação lógica (personagens x características, em tabela)

Monte a tabela — e cada SIM apaga a linha e a coluna inteiras.

É a aposta mais consensual da matéria, com folga.

Sinal forte de convergência: Pedro Evaristo e Marcelo Leite resolveram exatamente a mesma questão (Daniel, Eduardo e Fernando; judô, remo e tênis; 17, 18 e 19 anos), e Sormany resolveu uma variante quase idêntica (Lucas, Marcelo e Rafael; teatro, dança e música; as mesmas três idades). Três professores de três cursos diferentes escolheram, sozinhos, o mesmo modelo de questão.

A regra completa:

Pegadinha: a questão costuma fechar toda a tabela e perguntar só um pedaço ("as profissões de Ana e Beatriz, respectivamente"). Feche a tabela inteira e só depois volte para a pergunta - e cuidado com o "respectivamente", que fixa a ordem da resposta.

Quem ensinou: Exatas pra Gabaritar (Sormany), Tribo Concursos (Rafael Cardoso), Carranza Cursos (Pedro Evaristo), Gran Cursos (Marcelo Leite), Estratégia (Brunno Lima), Ceisc (Dudan) e Tiradentes Online (Elias).


2. 6 de 9 cursos — Problema com incógnita: montar e resolver a equação

A banca não quer fórmula: quer saber se você monta a equação a partir do enunciado.

A regra completa:

Pegadinha: é o clássico dos clássicos da banca segundo Rafael Cardoso - o valor que você acha no meio do cálculo está plantado nas alternativas. Você descobre o total e marca, mas a pergunta era o algarismo das unidades; você descobre quantos Bruno tem e marca, mas a pergunta era a soma dos dois. Releia a última frase do enunciado antes de marcar, sempre, mesmo tendo certeza.

Quem ensinou: Tribo (Rafael Cardoso), Estratégia (Brunno Lima), Esquadrão de Elite (Pedro Campos), Qconcursos (Pedro Campos), Ceisc (Dudan) e Exatas pra Gabaritar (Sormany).


3. 5 de 9 cursos — Porcentagem, com acréscimo e desconto

Antes de calcular, pergunte "porcentagem de quê?" — e o referencial é sempre o valor de antes.

Três afirmações independentes na mesma direção:

A regra completa:

Pegadinha: Rafael Cardoso mandou dizer em voz alta "porcentagem de quê?" antes de calcular. Duas armadilhas concretas:
(a) o percentual pode ser do total ou de uma parte - Brunno Lima mostrou uma questão em que sessenta por cento incidia sobre os setecentos e cinquenta alunos com dificuldade, não sobre os mil entrevistados, e havia alternativa pronta para quem calculasse sobre os mil;
(b) a expressão "do restante" - vinte por cento dos jogadores são de um time e trinta por cento do restante são reservas: os trinta por cento incidem sobre o que sobrou, não sobre o total.

Quem ensinou: Exatas pra Gabaritar (Sormany), Tribo (Rafael Cardoso), Carranza (Pedro Evaristo), Estratégia (Brunno Lima) e Ceisc (Dudan).


4. 5 de 9 cursos — Média, moda e mediana

Média vezes quantidade dá a soma — e é da soma que a banca precisa.

Rafael Cardoso apostou explicitamente na "parte de estatística, pelo menos a parte de média", e explicou o motivo: os dois últimos tópicos do edital, proporcionalidade e noções de estatística, são novidade em relação ao edital de 2022 - e, nas palavras dele, "a banca não aumenta o edital por acidente".

Brunno Lima chegou à mesma conclusão por outro caminho: olhando as provas de tribunais dos últimos cinco anos, o que mais aparece dentro de noções de estatística é média, seguida de moda e mediana e de leitura de gráfico e tabela.

A regra completa:

Pegadinha: em tabela de frequência, a moda é o valor que se repete, não o número de repetições. Pedro Evaristo previu o erro: "professor, pensei que a moda seria cinquenta e cinco - não, cinquenta e cinco é a frequência; a moda é o quatro".
Segunda pegadinha, de Brunno Lima: ao ordenar os dados para achar a mediana, as repetições contam e precisam ser escritas; ele mesmo esqueceu um valor repetido ao vivo e a mediana mudou.

Quem ensinou: Exatas pra Gabaritar (Sormany), Tribo (Rafael Cardoso), Carranza (Pedro Evaristo), Estratégia (Brunno Lima) e Ceisc (Dudan).


5. 5 de 9 cursos — Regra de três e proporção

Primeiro identifique se as grandezas são diretamente ou inversamente proporcionais.

(Há uma divergência sobre esse tema; veja a seção própria adiante.)

A regra completa:

Pegadinha: nunca trabalhe com tempo quebrado. Sormany e Pedro Campos avisaram nas mesmas palavras. Onze horas e vinte e seis minutos vira seiscentos e oitenta e seis minutos; um minuto e meio vira noventa segundos. Converta tudo para a unidade menor antes de montar. E, no fim, veja em que unidade a questão quer a resposta - Pedro Campos achou quatrocentos e cinquenta segundos e teve de dividir por sessenta para entregar sete minutos e meio.

Quem ensinou: Exatas pra Gabaritar (Sormany), Tribo (Rafael Cardoso), Carranza (Pedro Evaristo), Esquadrão de Elite (Pedro Campos) e Ceisc (Dudan).


6. 4 de 9 cursos — Sequências e ciclos de repetição (a divisão com resto)

Ache o bloco que se repete, divida a posição pedida por ele e olhe o resto.

Marcelo Leite disse que "tem grande chance de cair". Sormany pediu para pensar sempre em sequências numéricas: quanto está somando de um termo para o outro, quanto está multiplicando.

A regra completa:

Pegadinha: contar posição é diferente de contar intervalo. Pedro Evaristo insistiu: "de cem a trezentos e sessenta e dois" inclui as duas pontas e dá duzentos e sessenta e três números (a diferença mais um); "entre vinte e trinta" exclui as pontas e dá nove números. Preposição muda a conta.

Quem ensinou: Exatas pra Gabaritar (Sormany), Carranza (Pedro Evaristo), Gran Cursos (Marcelo Leite) e Tiradentes Online (Elias).


7. 4 de 9 cursos — Verdades e mentiras

Ancore-se na informação que o enunciado dá como certa e procure a contradição.

Marcelo Leite: "outro assunto que tem grande chance de cair é a parte de verdades e mentiras".

A regra completa:

Pegadinha: não pare na primeira hipótese que funciona sem checar as demais, e não confunda "quem mentiu" com "quem é o culpado" - a questão costuma perguntar uma coisa depois de você ter descoberto a outra.

Quem ensinou: Exatas pra Gabaritar (Sormany), Gran Cursos (Marcelo Leite), Estratégia (Brunno Lima) e Tiradentes Online (Elias).


8. 4 blocos de aula, 3 cursos — Testar valores quando há mais incógnitas do que equações

Mais incógnitas do que equações não é erro seu: é o desenho da questão — teste valores.

A regra completa:

Pegadinha: Pedro Campos avisou que testar alternativa nem sempre funciona - se em vez de dez perguntas fossem mil, ou se o valor fosse grande, o teste inviabiliza. Saber montar a equação é o que funciona sempre; testar é atalho para casos pequenos.

Quem ensinou: Esquadrão de Elite e Qconcursos (ambos com Pedro Campos), Ceisc (Dudan) e Exatas pra Gabaritar (Sormany).


9. 3 de 9 cursos — Princípio da casa dos pombos e a pior das hipóteses

Garantir, com certeza, no mínimo: a questão está pedindo a pior das hipóteses.

Pedro Evaristo avisou de um detalhe importante: esse assunto não aparece com esse nome no edital, mas adora cair, camuflado como problema lógico ou problema aritmético. Rafael Cardoso listou entre as apostas dele e resumiu na frase "no mínimo e no máximo pede o pior caso".

A regra completa:

Pegadinha: o examinador esconde a palavra máximo atrás da palavra mínimo e vice-versa, nas palavras de Pedro Campos. Leia devagar de qual grandeza se pede o máximo.

Quem ensinou: Carranza (Pedro Evaristo), Tribo (Rafael Cardoso) e Esquadrão de Elite (Pedro Campos).


10. 2 de 9 cursos — Diagramas de conjuntos

Com três conjuntos, comece sempre pela interseção dos três.

Sormany: "eles gostam de conjuntos".

A regra:

Detalhe de leitura que Marcelo Leite destacou:

Quem ensinou: Exatas pra Gabaritar (Sormany) e Gran Cursos (Marcelo Leite).


Apostas de um curso só

Propriedades das medidas quando se opera sobre todos os dados - só Sormany, do Exatas pra Gabaritar. Ele dedicou tempo grande a isso, dizendo que "o que eles gostam de colocar nas questões de desvio padrão são questões de propriedades". A regra:

(Conferi: as três afirmações estão matematicamente corretas.)

Problemas com algarismos - só Rafael Cardoso, da Tribo. Aquelas somas em que letras iguais representam algarismos iguais. Ele os colocou entre as apostas por terem aparecido duas vezes nas provas de 2022. Método: cada letra é um algarismo de zero a nove; limite o resultado pelos valores máximos possíveis de cada coluna, descubra o "vai um" e teste.

Divisibilidade, múltiplos e MMC - só Rafael Cardoso apostou; nenhum curso resolveu questão do tema.

Relações de parentesco - só Pedro Evaristo, do Carranza. A chave dele: teste todas as configurações familiares possíveis e responda apenas o que vale em todas elas; se "Sofia é neta do pai de Flávio", então Flávio é irmão do pai ou da mãe de Sofia, e de qualquer forma ela é sobrinha dele - isso é necessário.

Simulação passo a passo - só Marcelo Leite, do Gran. O problema do elevador que sobe andar por andar, com gente entrando e saindo. Método: monte uma tabela com as colunas presentes, saem, entram e ficam, e simule andar por andar sem pular nenhum.

Contagem de posição em fila - só Marcelo Leite. Se você é o décimo sexto contando do início, há quinze pessoas na sua frente; se é o vigésimo nono contando do fim, há vinte e oito atrás. O total da fila é quinze mais um mais vinte e oito.

Método da borboleta para somar frações - só Dudan, do Ceisc. Como forma de somar ou subtrair frações sem perder tempo com MMC: multiplique os dois denominadores; para o numerador, cruze cada numerador com o denominador da outra fração, conservando o sinal.

Tabelas-verdade dos cinco conectivos, negações e equivalências - só Gus Rodrigues, do Ceisc, e Elias, do Tiradentes (ver a seção de divergências):

Gráfico de setores com legenda por hachura. Sormany e Brunno Lima trouxeram a mesma questão; Brunno alertou que a banca gosta de legendas com tracinhos e bolinhas e que o candidato pega a fatia errada. É aposta de dois cursos, mas o alerta sobre a legenda é só de Brunno Lima.


Onde os cursos divergiram

1. Lógica proposicional cai ou não cai? Esta é a divergência mais importante da matéria

A favor de estudar:

Contra:

Onde isso fica: não é uma divergência sobre uma regra, é sobre prognóstico de banca - não há fonte oficial que resolva.

O que dá para afirmar com segurança: o conteúdo programático oficial da matéria não cita proposição, conectivo, tabela-verdade nem negação. O que ele cita é "compreensão do processo lógico que, a partir de um conjunto de hipóteses, conduz, de forma válida, a conclusões determinadas". Isso é argumento, e por isso Rafael Cardoso o chamou de "brecha".

A maioria dos professores (quatro deles) desaconselhou investir tempo nisso hoje; dois investiram. Como as regras de negação são curtas, elas estão logo abaixo - custa dois minutos e cobre a brecha.

Regras convergentes entre Gus Rodrigues, Sormany e Elias, que ensinaram exatamente o mesmo:

2. Regra de três é ou não é aposta? É o mesmo professor dizendo as duas coisas

As duas frases são dele e são incompatíveis. Não há fonte oficial que resolva um prognóstico.

O que dá para dizer: os outros professores estão do lado do "cai" - Sormany ("regra de três eles amam"), Rafael Cardoso (colocou entre os oito temas mais cobrados após analisar mais de dois mil enunciados) e Dudan (revisou o tema inteiro).

Além disso, o conteúdo programático oficial cita expressamente "problemas envolvendo regra de três simples". Estude regra de três.

3. Desvio padrão e variância caem?

Resposta pela fonte: o conteúdo programático oficial da matéria lista, com todas as letras, "medidas de dispersão (desvio médio, amplitude, variância, desvio padrão)".

Ou seja, o tema está no edital e pode ser cobrado; a leitura de Brunno Lima é sobre frequência histórica, não sobre possibilidade. As regras que os dois professores ensinaram não se contradizem entre si e estão no material acima.

4. Um deslize corrigido ao vivo, que merece nota

Brunno Lima escreveu inicialmente que a posição da mediana em conjunto com quantidade ímpar de elementos seria "n sobre dois" e, segundos depois, corrigiu-se em voz alta: "corrija aqui para mim, é n mais um sobre dois".

A versão corrigida é a correta e é a que está neste material. Se você ouviu a aula dele ao vivo e anotou a primeira versão, corrija a sua anotação.

Fora esses quatro pontos, os cursos foram convergentes nesta matéria - notavelmente convergentes, inclusive escolhendo as mesmas questões.


Pegadinhas que os professores avisaram

  1. 1. A pergunta está na última frase. A banca planta nas alternativas o resultado intermediário do seu cálculo. Releia a última frase antes de marcar, mesmo tendo certeza. (Rafael Cardoso, reforçado na prática por Brunno Lima e Sormany.)
  2. 2. Porcentagem de quê? Diga isso em voz baixa antes de calcular. Pode ser do total, de uma parte, ou "do restante" - e cada base leva a uma alternativa diferente, todas plantadas. (Rafael Cardoso e Brunno Lima.)
  3. 3. Em aumento e desconto, o referencial é o valor de antes, não o de depois. (Brunno Lima.)
  4. 4. Média simples no lugar de média ponderada - a principal pegadinha da banca segundo Rafael Cardoso. Havendo peso, divide-se pela soma dos pesos.
  5. 5. Em tabela de frequência, a moda é o valor, não a frequência. (Pedro Evaristo.)
  6. 6. Mediana exige rol, e as repetições contam. (Brunno Lima, Sormany, Dudan.)
  7. 7. Unidade que muda no meio do enunciado: grama e quilo, hora e minuto, embalagem e caixa. Trabalhe sempre na mesma unidade e converta tempo para a unidade menor. (Rafael Cardoso, Sormany, Pedro Campos, Dudan.)
  8. 8. Ordem das operações não é ordem de leitura: parênteses primeiro, depois multiplicação e divisão, depois soma e subtração. Rafael Cardoso avisou que essa foi a questão treze da prova de analista do TJ CE, a primeira do bloco, feita para pegar quem estava com pressa no começo.
  9. 9. "De X a Y" inclui as pontas; "entre X e Y" exclui. (Pedro Evaristo.)
  10. 10. O peso do recipiente cheio inclui o recipiente. Nunca confunda o peso do conteúdo com o peso total. (Pedro Campos.)
  11. 11. O máximo de uma coisa é o mínimo de outra - o examinador esconde uma palavra atrás da outra. (Pedro Campos.)
  12. 12. "Tem que ser" não é "pode ser". Quando a questão pergunta o que necessariamente é verdade, só vale o que vale em todos os cenários possíveis. E lembre: "ou" significa pelo menos um - pode ser um, pode ser o outro, pode ser os dois. (Pedro Evaristo, reforçado por Pedro Campos.)
  13. 13. Nunca negue um quantificador universal com outro quantificador universal. (Pedro Evaristo.)
  14. 14. Na associação lógica, um "não" é só um "não"; um "sim" fecha a linha e a coluna inteiras. (Brunno Lima e Marcelo Leite.)
  15. 15. Legenda de gráfico de setores com hachuras e bolinhas: confira duas vezes qual fatia é qual antes de somar. (Brunno Lima.)
  16. 16. Testar alternativa nem sempre serve - funciona para números pequenos; para números grandes, só a equação resolve. (Pedro Campos, com concordância de Dudan e Sormany.)

Duas dicas de prova que vários repetiram e que valem a pena:


O que os cursos não chegaram a cobrir do programa

Sendo honesto com o que não houve:

Uma nota final de calibragem, dada por quem mediu: Rafael Cardoso, da Tribo, apostou em cinco questões de RLM na sua prova, com base nas duas provas do TJ CE de 2022 (cinco questões cada) e num concurso de tribunal do trabalho de 2025 (também cinco), e observou que elas costumam vir logo depois de língua portuguesa.

Ele também avisou que a banca praticamente não anula questão de raciocínio lógico - não conte com anulação.